Mitos e Verdades sobre a Cirurgia Bariátrica

Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, a obesidade é considerada um dos maiores problemas de saúde pública no mundo. Uma pessoa é considerada obesa quando o seu Índice de Massa Corporal (IMC) – cálculo que divide o peso pelo quadrado da altura – é superior a 30 kg/m2. Quando Índice de Massa Corporal (IMC) é maior ou igual a 40 kg/m² considera-se obesidade mórbida, grau de acúmulo de gordura que coloca o paciente em sérios riscos e tende a diminuir o tempo e a qualidade de vida do indivíduo.

Uma das principais maneiras de tratar a doença efetivamente é recorrer à Cirurgia Bariátrica. No entanto, esse procedimento ainda é cercado de muito estigma e diversas dúvidas. Veja alguns mitos e verdades sobre cirurgia bariátrica:

• “Depois do período de pós-operatório, o paciente sempre volta a engordar.”

Mito. O reganho de peso ocorre (acima do aceitável), após todas as etapas do tratamento, acontece geralmente quando os pacientes retomam os mesmos hábitos de vida inadequados de antes da operação. É fundamental manter uma dieta equilibrada, a prática de exercícios, e o acompanhamento multidisciplinar para que os resultados sejam favoráveis em longo prazo.

• “A mulher não pode engravidar no pós-operatório.”

Mito. As pacientes são liberadas para engravidar após 12 a 18 meses da operação, ou seja, após o período de estabilização do peso e recuperação dos nutrientes.

• “Tem que utilizar suplementos vitamínicos o resto da vida”.

Verdade. A maioria das equipes recomenda a utilização diária de suplementos vitamínicos, já que a obtenção de nutrientes pode estar prejudicada de forma crônica – seja pelo tipo de técnica utilizada, ou pela limitação da quantidade de alimentos ingeridos. Portanto, para prevenir carências nutricionais, anemia, osteoporose e outras complicações, siga as orientações da sua equipe médica!

• “O pós-operatório é longo e muito doloroso”

Mito. Assim como em outras cirurgias, no pós-operatório recente pode haver dor abdominal e distensão por gases. No entanto, a utilização da videolaparoscopia tornou a recuperação muito mais rápida e menos desconfortável. Dentro de poucos dias, há melhora importante das queixas da maioria dos pacientes.

• “O apoio da família é muito importante.”

Verdade. É fundamental a participação e envolvimento de toda a família, que deve apoiar o paciente na mudança de hábitos.

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